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MARKETING JURÍDICO: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE?

A advocacia é uma das profissões mais antigas que existe. Estudiosos afirmam que ela nasceu na Suméria, três milênios antes de Cristo. Cheia de credibilidade, prega a defesa de direitos, bens, interesses, pessoas e zela pelas normas que conduzem a sociedade. Quem diria que falaríamos em marketing jurídico para definir sua estratégia de sobrevivência, não é?

Há muito tempo, tudo era muito mais fácil. Um advogado conhecia cada cliente que entrava em seu escritório, chamava ele pelo nome, entendia suas particularidades e suas demandas… tudo guardado na cabeça e os serviços eram personalizados sem esforço. Sabiam até quanto a pessoa poderia pagar. Sem tanta concorrência, quem iria querer mudar de advogado, se o que tinha o valorizava tanto?

O mundo mudou e ainda bem. Hoje se torna muito desafiador conquistar novos clientes. A revolução tecnológica trouxe novos processos e novos quereres, que transformaram as relações comerciais. Sim, não se engane, um escritório de advocacia é uma empresa e precisa ter diferenciação de mercado para garantir sua competitividade.

Usar o marketing jurídico ao seu favor não é apenas uma moda da vez, mas uma questão de manter um negócio de pé e fidelizar clientes. Sabemos que deve estar se perguntando: mas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?

Que bom que ela existe, não é? Pois é a OAB que impõe regras com o objetivo de assegurar a seriedade dessa profissão, tão antiga e fundamental para garantir a manutenção da Justiça.

Regras existem para colocar as coisas nos trilhos, definir padrões, resguardar injustiças e barrar excessos. O marketing jurídico é recente, mas muitos já usam suas técnicas e ferramentas respeitando todas as condições impostas pela OAB, saiba como aproveitar também!

O que diz a OAB?

O Código de Ética da OAB não proíbe publicidade, mas a moderação é imprescindível. Pois é isso que prevê o artigo 28:

“O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade.”

Quando pensamos em Direito, estamos pensando em credibilidade e por isso, é importante ter cautela ao se expor. Isso deve ser traduzido na publicidade. É claro aqui que não se pode utilizar a publicidade como canal de vendas. Neste caso, é proibido estimular disputas e processos judiciais e a mercantilização da advocacia. A profissão exige discrição e sobriedade, assim a divulgação deve ter caráter informativo, por isso o marketing de conteúdo é um grande aliado.

Como o marketing jurídico pode ajudar?

O marketing jurídico trabalha com estratégias que geram valor ao seu serviço. Com ele será possível desenvolver um reconhecimento da marca no mercado, se aproximar das tendências e, para quem quer investir em tecnologia, automatizar operações e digitalizar processos de gestão da carteira de clientes. 

É importante a participação do marketing jurídico em momentos como:

  • Criação/atualização do site do escritório;
  • Desenvolvimento e gestão da marca do escritório;
  • Criação e implementação de estratégias de crescimento;
  • Otimização da jornada do cliente;
  • Relacionamento com clientes;
  • Eventos

Por meio dessas e outras frentes de trabalho o marketing jurídico deve garantir que exposição publicitária de um escritório atende as regulamentações da OAB e posicionam a banca e seus advogados como autoridade em suas áreas de expertise. Afinal, as conversas com seu público-alvo precisam transmitir conhecimento. Mas como fazer isso?

Marketing de conteúdo

Quando o tema é marketing jurídico, marketing de conteúdo é a cereja do bolo. Com essa técnica você conseguirá manter o seu discurso no tom informativo e com o auxílio da internet – estratégia e uma boa pesquisa de SEO –  pode chegar a diversas pessoas que têm interesse no que você está falando. 

Tenha um ritmo constante de artigos, podcasts, vídeos e demais conteúdos de interesse dos seus clientes e potenciais clientes. Com isso, a tendência é só crescer e se tornar referência para todos eles.

Redes Sociais

Quem não é visto não é lembrado. E umas das mais importantes vitrines chama-se: redes sociais. Explore seu público da maneira adequada, conheça-o a fundo e conquiste a sua confiança. Poste conteúdos que despertem o interesse e responda às demandas.

O que não pode ser feito

Como já ficou entendido, não se pode fazer divulgação de peças de cunho mercantil. Os tradicionais anúncios, tal qual vemos em rádio e TV e que comercializam a profissão, são proibidos. Por isso, mídias pagas para advogados e escritórios de advocacia exigem um cuidado redobrado.

Mas e na prática?

Um advogado especializado em Direito do Trabalho pode divulgar um artigo com o seguinte tema: “Descubra quais são seus direitos trabalhistas”. O que não é permitido é incentivar o cliente com frases assim: “processe o seu patrão agora”, “ganhe dinheiro com ações trabalhistas” ou ainda “nós faremos você vencer seu processo”.

Com tudo que foi descrito aqui, o marketing jurídico se mostra uma maneira segura e eficaz de conquistar prestígio e divulgar o seu trabalho, expandindo assim as chances de aumentar sua carteira de clientes. 

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