6 dicas para reduzir a inadimplência em escritórios de advocacia

Em época de crise se intensificam os problemas. Dados de dezembro de 2020 mostram que o desemprego afeta 14,1 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, temos 25,2% do total de famílias com dívidas ou contas em atraso e imersas em endividamento são 60%, de acordo com resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). 

Isso sem falar no aumento do número de processos judiciais. O Tribunal Superior do Trabalho, por exemplo, julgou em 2020, 318.053 processos. Um número 6,3% superior aos registrados em 2019.

Não há dúvidas que quanto mais problemas, aumenta a busca por advogados. Contudo, muitos não têm como bancar os custos e esse está longe de ser um cenário dos sonhos, não é mesmo? Todos esses aspectos geram inadimplência em escritórios de advocacia, que não recebem de seus clientes e entram para a realidade da crise.

Mas como reduzir a inadimplência dos clientes? Existem algumas dicas para controlar o andamento dos recebimentos, evitar a falta de pagamentos e lidar melhor com os conflitos desse tipo no seu escritório de advocacia. É bom ter em mente que acabar definitivamente com o problema é impossível. Contudo, ele pode ser controlado.

Estude o seu cliente

Todo mundo tem um perfil e uma das primeiras coisas que devem ser feitas quando um potencial cliente entra no escritório é fazer uma análise da capacidade de pagamento dele, assim pode-se evitar a inadimplência. Isso pode ser feito durante o primeiro contato, com perguntas assertivas para um cadastro prévio, por exemplo. Às vezes o cliente não tem condições de pagar o valor proposto. Estar atento às necessidades e possibilidades financeiras dele ajuda muito.

O cadastro

Todo cliente deve ter um cadastro no escritório e ele deve ser atualizado regularmente. Nada de apenas o nome, telefone e endereço, isso não evita a inadimplência. Preencha dados de cobrança e tenha um histórico dos pagamentos. Com isso, você pode ter argumentos para discutir e negociar a dívida no futuro.

Entenda o fluxo de recebimento

Prazos e datas são fortes aliados para compreender quando entra mais dinheiro. As faturas devem ser acompanhadas diariamente para ajudar no contato com os clientes e saber o motivo do atraso. A inadimplência pode ocorrer porque o seu cliente esqueceu de pagar. Se ele não é organizado, nunca vai lembrar. Se está passando por problemas, a chance de esquecer também é alta.

Uma boa saída é enviar lembretes sobre o débito, use datas espaçadas, como 5 a 3 dias antes do vencimento e no dia também caso haja demora no pagamento. Mas seja delicado e aborde como um lembrete mesmo, não uma cobrança.

Envio de faturas

As faturas devem ser enviadas com antecedência, só assim o cliente pode se organizar e realizar o pagamento em tempo hábil. Encaminhe a demonstração de serviços realizados para que ele entenda que houve um esforço feito e uma nota fiscal eletrônica. 

Negocie os débitos

Entender as dores e necessidades do cliente envolve também ser compreensível com seus problemas. Portanto, oferece maneiras facilitadas de pagar a dívida. Ofereça opções além do parcelamento (que pode até favorecer a inadimplência). Você pode priorizar os casos que têm grandes chances de êxito, pois a chance de você receber aumenta, mas não menospreze clientes de forma alguma.

Pense a longo prazo 

Com esse mapeamento, estudo e acompanhamento dos clientes é possível evitar inadimplência ou se antecipar aos seus impactos. Caso você perceba que mesmo com todas essas ações a inadimplência vai surgir, considere trabalhar uma alternativa financeira capaz de manter o fluxo de caixa do seu escritório saudável. Uma dessas opções é antecipar seus recebíveis por meio da cessão de crédito judicial.

Sempre aja de forma ética e transparente, mesmo nos períodos de inadimplência. Depois que o cliente voltar a ter condições financeiras, vai contratar mais e mais seus serviços e uma relação de confiança fortalece o relacionamento de vocês.

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